PAPO CABEÇA
(É como se refere a minha
sobrinha e afilhada a esses
papos sérios, que preciso
(É como se refere a minha
sobrinha e afilhada a esses
papos sérios, que preciso
abordar de vez em quando)
Então, é inocência ou
incompetência?
Vejo, com frequência na
Internet, pessoas felizes,
postando brindes e mais
brindes, enaltecendo suas
vidas abastadas em família.
Nada contra, desde que
essas pessoas amplifiquem
o seu olhar...
Nada contra desde que essas
pessoas sejam capazes de
sair dos seus quadrados e,
pelo menos, pensar na
coletividade.
O ideal seria amar a
coletividade, mas... sei que
seria pedir demais.
Sempre digo que me aposentei
do Consultório Terapêutico, mas
na verdade nunca me aposentei
das Terapias.
Meu inbox, por vezes é
surpreendido por pessoas com
pensamentos "suicidas"...
Verdade, todos os profissionais
dessa área sabem que é uma
realidade que ninguém gosta
de ver.
Pessoas que morrem todos os
dias por "abandono"!
Não morrem de fome, morrem
de abandono.
Não morrem de doenças, morrem
de abandono.
Não morrem de acidentes, morrem
de abandono.
Falta de afeto mata, sabia?
Controlar não é amar, porém ter
cuidados é sim, uma forma de
amar...
Dar atenção é sim amar...
O zelo pelo núcleo familiar é tão
exagerado que abandonam o resto
por precaução, por prudência.
Filhas que não amam, nem
admiram suas sogras, para não
magoarem suas mães, que tiveram
problemas existenciais com as
sogras delas.
Acreditem, se quiser!
Ouvi isso por vezes em
atendimentos terapêuticos.
E, por aí vai...
Verdadeiros roda-moinhos, sem
saída, que fazem tanto mal!
Então, é inocência, submissão
escondida, ou incompetência?
As famílias não são mais posse
das dominações hierárquicas,
ou ainda são?
Até hoje???
Não existe uma família melhor do
que a outra, até porque as
problemáticas familiares não são
expostas na Internet.
E, aqueles que tiveram suas famílias
destruidas por traições, maldições,
transtornos mentais, alcoolismos e
doenças diversas?
Por que não pensar no entorno?
Por que não ter compaixão por quem
vive sozinho, não por escolha ou por
opção.
Esse povo que admisnistra a família,
como se fosse uma empresa ou um
serviço público, que tome cuidado.
Nada está sob o nosso
"total controle"!
(Di)


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